quinta-feira, 15 de março de 2012

Signos





Absorto
em beijo profundo,
impassível ao
perigo,
nos negros jardins
da escuridão


Tão dúbio
é o destino:
Por que assim
nos fazes tão teus?


Na enfeitiçada
dança dos sentidos,
que desafia
os caprichos do acaso
aderidos aos pés,
os sonhos habitam
nossos corpos
Somente a
realidade sóbria,
ainda não percebeu.

sábado, 3 de março de 2012

Otherside




Navegar
no mar
das futilidades,
não é preciso

Vamos arranhar
os olhos
e
quebrar
os pensamentos
das falsas verdades

Viver é preciso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Poeira




Não travamos
uma guerra,
nem jogamos jogos
que provocassem
quaisquer tragédia

Entre eu
e você
há apenas
o coito interrompido
de um mundo
iluminado pela metade,
insano nas suas
próprias regras.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Eternos e Imaculados




Se o que lhe digo,
mal cabe em seus ouvidos
Se o que vê,
evapora por ser inexato
Perceba que para mim,
dois mais dois nunca é quatro
Não queira compreender,
aquilo que é incompreensível
Apenas escolha o pecado,
lustre o mais adequado
e encontre comigo a saída
do labirinto assombrado
Pois além do céu sem luzes,
seremos eternos e imaculados.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Patético Poético à Era Vulgar


No ápice
de uma era,
onde qualquer síntese
do povo é precária,
seria justa,
a luta,
do quixotismo cultural,
contra
os moinhos de vento
do Abilolado Mundo Novo?

Há uma grande esfinge
de lata
pelos desertores.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A dose de cachaça (ou o elixir etílico)




Se fosse apenas
uma dose de cachaça,
mas entre estes mililitros,
há algo de indócil.
Um absurdo gênero
de veneno embriagante,
que ilude a insatisfação
e provoca alacridade.

Se fosse apenas cachaça
sequer seria uma dose.
Pois entre estes mililitros,
há algo de putrescível,
uma espécie de antidoto sórdido
para ludibriar o desassossego
da realidade.

Se fosse apenas
uma dose de cachaça,
mas na alquimia destes mililitros
há algo de veneno e antidoto,
com um tanto de vida
e outro de morte.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quimera Blues



Ainda traja o parangolé de vento,
as plumas e as joias postiças,
para desfilar
na direção das vozes

Ainda ergue o estandarte fugaz,
as flores e os sonhos em espiral,
para impressionar
na direção das luzes

Sem perceber que são emissões
de estrelas
que jazem mortas.